E agora
Pelos caminhos inolvidáveis da lonjura,
Errantes, caminhamos,
Sem culpa e sem destino,
Às horas tardias do findo meio-dia,
D’esperança e inocência trespassados.
Voamos, por céus de algodão doce,
Por estiletes luminosos da solar distância,
Até que a nossa viagem rumo à solidão,
Se adorne, mais e mais intensamente,
De molde que as almas e os corpos,
Do Belo sejam alimentadas,
Até à morte da vida, da vã esperança e do desejo.
Ousadia bastante de quem, com alegria
É mundo, no dealbar de cada nascer do sol.
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