20 junho 2026

E agora?

E agora

Pelos caminhos inolvidáveis da lonjura,

Errantes, caminhamos,

Sem culpa e sem destino,


Às horas tardias do findo meio-dia,


D’esperança e inocência trespassados.


Voamos, por céus de algodão doce,


Por estiletes luminosos da solar distância,


Até que a nossa viagem rumo à solidão,


Se adorne, mais e mais intensamente,


De molde que as almas e os corpos,


Do Belo sejam alimentadas,


Até à morte da vida, da vã esperança e do desejo.


Ousadia bastante de quem, com alegria


É mundo, no dealbar de cada nascer do sol.

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